Histórias que ninguém acredita


Série "diálogos da pescaria com a família Dull" - Monólogo Final

Uma fazenda na beira da Lagoa de Itapeva, balneário de Rondinha. São quatro Dulls e um miserável que está louvando ao Senhor por estar em algumas horas de volta ao silêncio do lar. Segunda-feira, por volta do meio dia. O acampamento está sendo desmontado. F., sempre esperto, foi o único a levar certas doses de glicose essenciais para o fim-de-semana - leia-se rapaduras, que são alegremente divididas entre os presentes. J. tenta obrigar F. a comer a última porção do doce.

F: Não, brigado, eu tô bem da rapadura.

Estar "bem da rapadura" é um novo conceito de estado de espírito...



Escrito por Ulisses Costa às 09h51
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Série "diálogos da pescaria com a família Dull" - outro trecho agressivo

Uma fazenda na beira da Lagoa de Itapeva, balneário de Rondinha. São quatro Dulls e um miserável que já nem mais anota os diálogos porque perderam a graça original. Segunda-feira, por volta das 6 da amnhã. U. sai da barraca para aquela ida matinal ao arbusto próximo para mijar.

A: Xixi! Xixi! Xixi!

U: Se tu quiser, eu faço dentro do teu cu.



Escrito por Ulisses Costa às 09h44
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Série "diálogos da pescaria com a família Dull" - pedindo cerveja

Prestes a entrar na Lagoa de Itapeva, minutos antes da cena descrita abaixo. São quatro Dulls e um miserável que não suporta mais viver. Domingo, horário incerto, tarde. J. e U. estão se dirigindo para a água, acompanhados de F. - que, nesse instante, resolve se enfiar dentre os juncos para um alívio providencial de seu intestino.

J (gritando para o acampamento): Traz uma cerveja!

U (gritando também): Traz duas!

F (agachado nos juncos, ao longe): Traz três!



Escrito por Ulisses Costa às 09h41
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Série "diálogos da pescaria com a família Dull" - quando a verdade aparece

Dentro da Lagoa de Itapeva propriamente dita, balneário de Rondinha. São quatro Dulls e um miserável que não suporta mais viver. Domingo, horário incerto, tarde. J. e U. estão dentro da lagoa, revisando redes. Dentre os juncos, do nada, surgem F., tio W. e Tio A., munidos de uma garrafa de Sete Campos (a última de três) e muita disposição. Há horas estão bêbados e insinuando cenas de homossexualismo ridículo. Tio W. está particularmente animado e canta com alegria, empunhando a cachaça.

W: Segura na mão de Deus / e vaaaaaaai...

U: Sinto dizer, J., mas a tua família é um bando de veado.

J: É, né?



Escrito por Ulisses Costa às 09h36
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Série "diálogos da pescaria com a família Dull" - Monólogos III

Na beira da Lagoa de Itapeva propriamente dita, balneário de Rondinha. São quatro Dulls e um miserável que dá graças a Deus que já é domingo e que no dia seguinte ele vai estar livre daquele inferno. Domingo, horário incerto, pela manhã. Algumas traíras foram pescadas. Tio W. e tio A. resolvem limpar os peixes. Mas alguns ainda estão vivos. Tio A. tenta matá-las com golpes de colher.

A: Toma, fiadaputa!



Escrito por Ulisses Costa às 09h30
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Série "diálogos da pescaria com a família Dull" - Monólogos II

Na beira da Lagoa de Itapeva propriamente dita, balneário de Rondinha. São quatro Dulls e um miserável que apenas observa e anota. Sábado, horário incerto, quase anoitecendo. Tio A. está pulando sobre uma vala.

A: Ahhh! Eu sou ninja!



Escrito por Ulisses Costa às 09h27
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